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Edição liberada
Olá, bom dia, querido leitor! 📰
Se você aproveitou as festas, viajou ou simplesmente desacelerou nos últimos dias, pode ficar tranquilo: nós acompanhamos o que aconteceu por aqui. Reunimos as notícias que realmente merecem a sua atenção para que você volte à rotina bem informado e sem precisar correr atrás de dezenas de fontes.
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Olhar atento para o território

Índice Integrado de Seca (IIS) referente ao mês de maio de 2026, nas escalas de 3 meses (IIS3, à esquerda) e de 6 meses (IIS6, à direita). | Imagem: Cemaden
Seca perde força em parte do país, mas Centro-Oeste segue em alerta
O mais recente boletim do Centro Nacional de Monitoramento e Alertas de Desastres Naturais (CEMADEN) mostra que o cenário da seca no Brasil continua exigindo atenção. Em maio, o número de municípios em situação de seca severa caiu de 84 para 83, mas houve aumento expressivo dos municípios classificados em seca fraca, que passaram de 1.747 para 2.054.
As áreas com maior concentração de seca moderada e severa permanecem no leste de Mato Grosso, sul de Goiás, oeste do Tocantins, centro-sul do Pará, norte do Amazonas, oeste de Minas Gerais e norte de São Paulo.
Os impactos também seguem relevantes para a produção agropecuária, já que o levantamento aponta que 143 municípios brasileiros apresentaram pelo menos 40% das áreas agrícolas e de pastagens potencialmente afetadas pela seca nesse mesmo período. Desses, 67 municípios tiveram mais de 80% da área agroprodutiva impactada, com destaque para Minas Gerais e Goiás. Já no Centro-Oeste, o monitoramento hidrológico indica que a bacia do rio Paraguai apresentou melhora em relação a 2024, mas permanece em condição de seca moderada.
Refletir nestes dados é reconhecer a importância de monitoramentos climáticos como esse para orientar ações de prevenção e gestão da água, também ligados à necessidade de conscientizar a população da realidade vivida em seu território.
Dados: Centro Nacional de Monitoramento e Alertas de Desastres Naturais (Cemaden/MCTI). Relatório Monitoramento de Secas e Impactos no Brasil/Maio de 2026.
Avanços

Imagem: Ecoa/Maio de 2026
Pantanal ganha reforço no monitoramento ambiental
O Parque Nacional do Pantanal Mato-Grossense, localizado entre os rios rios Paraguai, Cuiabá e São Lourenço, passou a contar com sua primeira estação hidrometeorológica instalada dentro da unidade de conservação. O equipamento registra, em tempo real, dados sobre nível dos rios, chuvas, temperatura, umidade, pressão atmosférica, velocidade e direção do vento, fortalecendo o monitoramento de um dos biomas mais importantes do planeta.
A estação foi implantada pela Ecoa – Ecologia e Ação, por meio do projeto “Manejo Integrado do Fogo com as Comunidades Tradicionais e o Parque Nacional do Pantanal Mato-Grossense”. A iniciativa foi viabilizada com recursos do GEF Terrestre, gerido pelo Funbio (Fundo Brasileiro para a Biodiversidade), apoio do Fundo Global para o Meio Ambiente (GEF), The Pew Charitable Trusts e Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio).
Além de apoiar pesquisas científicas e a gestão dos recursos hídricos, a estação permitirá acompanhar com mais precisão o pulso de inundação do Pantanal e subsidiará ações de prevenção e combate aos incêndios florestais.
Dados: Ecoa
Clima

Imagem: Nível dos rios em junho de 2026. Fonte: SGB/Boletim do Painel El Niño 2026-2027
El Niño está de volta e deve permanecer até 2027
O primeiro boletim oficial do Painel El Niño 2026–2027 confirma o estabelecimento do fenômeno e aponta probabilidade superior a 90% de permanência até o início de 2027, com alta chance de evolução para um El Niño de forte intensidade durante a primavera e o verão. O monitoramento é realizado de forma integrada pelo INPE, INMET, ANA, Cemaden, Serviço Geológico do Brasil (SGB) e Defesa Civil Nacional, reunindo previsões climáticas e hidrológicas para orientar ações preventivas.
Para o trimestre julho, agosto e setembro, a previsão indica chuvas abaixo da média em grande parte do centro-norte do Brasil e temperaturas acima da média em boa parte do país. No Centro-Oeste, o cenário favorece a colheita de milho segunda safra, algodão e cana-de-açúcar, mas também aumenta o risco de deficiência hídrica no fim do período seco, podendo afetar pastagens, recursos hídricos utilizados pela pecuária e o preparo da próxima safra. A combinação entre calor e redução das chuvas também eleva o potencial de ocorrência de queimadas nos próximos meses.
O boletim destaca ainda que o trimestre julho–agosto–setembro deverá representar o período de maior pressão sobre o Centro-Oeste e o arco sul da Amazônia, com maior potencial para propagação de incêndios florestais, especialmente em Mato Grosso, Rondônia, Acre, sul do Amazonas e sul do Pará.
Fonte: Agência Nacional de Águas e Saneamento Básico (ANA)
EcoVerifica em campo 🎤
FRECA (Feira Regional de Economia Criativa)
No último fim de semana, dia 11 de julho, a EcoVerifica saiu dos bastidores e foi para a FRECA, em Pontal do Araguaia-MT. Entre artesanato, gastronomia, cultura e criatividade, aproveitamos para conhecer pessoas, conversar com os expositores e acompanhar de perto iniciativas que movimentam a economia criativa da região. E o que levamos deste encontro? Boas histórias também nascem nesses momentos.
Reflexão do dia:
Existe uma ideia curiosa sobre o tempo: quase sempre acreditamos que as mudanças acontecem de repente, mas basta observar a natureza para perceber que não é assim. Uma árvore não cresce da noite para o dia, um rio não muda seu curso em poucas horas e até as estações levam seu tempo para transformar a paisagem.
Com a gente também é assim. Às vezes sentimos que estamos parados, quando, na verdade, estamos apenas vivendo um período de construção. São as conversas, as pequenas decisões, os erros e os aprendizados silenciosos que, aos poucos, mudam quem somos. A transformação raramente faz barulho: ela acontece enquanto seguimos vivendo.
Se eu pudesse deixar uma mensagem para esta semana, seria essa: não subestime os pequenos avanços. Eles dificilmente chamam atenção no momento em que acontecem, mas, quando olhamos para trás, percebemos que foram justamente eles que nos trouxeram até aqui.
Um agradecimento especial a você leitor por conferir a nossa edição de hoje. Leu e gostou? Compartilhe nossa newsletter com mais pessoas.


